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Infomaníaco

v.4 - n.2 - Abril/2000
InfoMatrix Informática Ltda.

Para incluir alguma informação, sugestões, críticas e elogios para os próximos números, mande-nos um e-mail:


ARTIGO - A morte e a Web

A morte é a única certeza do ser humano, diz uma velha frase feita.
Outra: o homem é o único animal que sabe que vai morrer.
Ou ainda: a vida é uma doença sexualmente transmissível e que leva, inevitavelmente, à morte. Sobre chavões assim ergueram-se filosofias, religiões, teorias, civilizações. E websites, é claro.
Sim, eles existem, e em profusão. Mas, como acontece com a própria Magra, as pessoas não falam muito a respeito. Não obstante, uma busca rápida no Yahoo! internacional revela que o tema conta, até, com uma categoria de busca própria: "Death and Dying" ("Morte e Morrer"). Há endereços na rede que se esforçam para lançar alguma luz sobre o assunto, como o "Sociology Of Death And Dying" ("Sociologia da Morte e do Morrer"); há os que revelam uma certa fascinação pelos instrumentos da morte, como armas em geral, a cadeira elétrica e a guilhotina. E há os que tratam de, simplesmente, rir do assunto.
Destes, o mais ousado, polêmico - e divertido - é o "Darwin Awards", o site dos "Prêmios Darwin".
O projeto se define como "uma comemoração dos restos daqueles que ajudaram a aperfeiçoar o conjunto genético da espécie, removendo-se dele". Em termos práticos, o "Darwin Awards" coleciona histórias de pessoas que morreram vítimas da própria, digamos, "inaptidão". Anualmente, os melhores relatos recebem o "prêmio", uma espécie de Framboesa de Ouro da inteligência humana.
O efeito geral é o de uma inesgotável (e irresistível) coleção de piadas mórbidas - mas que, o site garante, aconteceram mesmo: boa parte dos boletins do "Darwin" são retirados de despachos de agências de notícias. Rir da desgraça alheia é politicamente incorreto? É. Dizer, como o site diz,
que alguém morreu porque foi burro demais é cruel? Insensível? É.
Mas também é difícil resistir a histórias como a do homem que morreu asfixiado pelo metano dos próprios gases intestinais, ou do terrorista palestino que, ao se recusar a aceitar o horário de verão israelense por razões ideológicas, acabou vítima da própria bomba... que explodiu uma hora antes.
Mas tanto o terrorista martirizado pelas próprias convicções quanto a vítima de uma biologia traiçoeira provavelmente tinham entes queridos que detestariam vê-los concorrendo ao "Darwin Awards". É para casos assim que o site do prêmio mantém a seção "Philosophy" (Filosofia), onde todos podem se expressar livremente. Os mantenedores do site estão abertos a apelos contra a divulgação de certas histórias, mas se recusam a aceitar "censura": "Eu colocaria minha própria
mãe aqui se ela merecesse um Darwin", garante o texto da FAQ (lista de perguntas mais freqüentes) do projeto.
A grande lição dos Darwin Awards é que, embora a morte seja inevitável, com um pouco de cuidado pode-se adiá-la - e, no processo, evitar dar origem a civilizações, filosofias... e piadas.


SITES COMENTADOS - Servisite traz mais de 1,5 mil prestadores de serviços\

http://www.servisite.com

Apostando no potencial de um setor que, só no Brasil, responde por cerca de 58% das riquezas totais produzidas, entrou no ar o Servisite.com.br.

O portal oferece um banco de dados com mais de mil e quinhentos prestadores cadastrados, divididos em segmentos diferenciados - é possível encontrar, por exemplo, adestradores de animais, professores de inglês, empresas de locação de van e ônibus, cabelereiros e estabelecimentos que fazem recarga de cartuchos, entre muitos outros - segundo o site, todos com referências.

A pesquisa pode ser feita de maneira bastante específica: o internauta pode, por exemplo, procurar um buffet infantil, especializado em festas temáticas para crianças de até cinco anos, localizado no bairro de Moema, em São Paulo.

Para as empresas que quiserem se cadastrar no Servisite.com.br têm direito a um período gratuito de três meses. Após, esse prazo, passam a pagar uma trimestralidade de trinta reais e uma taxa de participação de R$ 2 por proposta enviada.


HOT SITES - Para webmasters - Cadastramento de sites

Convert webway
http://www.convert.com.br/webway
Serviço que cadastra o seu site em diversos mecanismos de busca e diretórios da Web. Parte do serviço é gratuita. O serviço mais detalhado custa R$ 15,00.

MR Multimídia
http://www.mrmultimidia.com
Clique em Meta Cadastro para inscrever a sua home page em quarenta sites de busca e catálogos da Internet, incluindo os principais brasileiros. O serviço faz também o código HTML que deve ser incluído nas páginas para ajudar o trabalho dos programas de busca.

Submit It!
http://www.submit-it.com
Inscreva seu site gratuitamente em 20 serviços de busca - ou pague para ter sua página em mais de 400 catálogos da Web. Em inglês.


O QUE LER

Título: Hacker Invasão e Proteção
Autor: Wilson José Oliveira
Editora: Visual Books
Custo: R$44,00
Língua: Português
Comentários: Esta obra tem por objetivo desmistificar as técnicas utilizadas por Hackers para invadir sistemas computacionais, bem como fornecer as melhores soluções para impedir esta invasão.
Lembrando: "Hacker não é aquele que faz flood em um canal do IRC, nem aquele que manda mail bomb. Muito menos é aquele que cria vírus com kit e sai prejudicando os amigos. Hacker é aquele que ama seu computador a ponto de transformar um XT inerte em um instrumento de desencriptação, que conhece o terreno onde pisa, conhece TCP/IP como só ele, sabe todos os comandos do UNIX e seus parâmetros na ponta da língua e está em contato pleno com as novidades do seu mundo."


SOFTWARE - Browsers, Superando as dificuldades!

Quando construímos páginas para Internet, sempre nos deparamos com uma série de inconvenientes que são causadas pela rivalidade de softwares como os browsers Internet Explorer e Netscape Navigator, que muita das vezes apresentam tabelas, códigos Java e formulários de maneira diferente, causando problemas para quem desenha e programa sites, na maior parte das vezes os ajustes são feitos por que o Internet Explorer apresenta alguns recursos de maneira relaxada, enquanto o Netscape Navigator apresenta os mesmos recursos de maneira rígida.
Aqui, não estamos discutindo qual deles é o melhor, mas sim os problemas relacionados a eles, do mesmo modo vale a pena ressaltar que, páginas construídas usando o Microsoft Power Point não vão rodar até a presente data em navegadores diferentes do Internet Explorer 4 ou maior, note que, a audiência da Web usa vários navegadores diferentes, cada um dos quais, apresentando os sites de modo bem diferente.
Na Internet, existe um site, que está localizado em http://www.websitegarage.com, que pode ser usado para fazer avaliação da carga, do designer e das incompatibilidades dos programas atuais (browsers da 4ª geração), bem como, das versões anteriores (browsers da 3ª geração). Ele avalia os browsers Netscape Navigator, Internet Explorer, America Online e WebTV.
Para os webdesigners e programadores de sites novatos e aos intermediários que ainda não se tocaram sobre esse assunto, aqui vai uma dica, testem seus sites usando o maior número possível de navegadores diferentes e se possível também, use plataformas distintas (por exemplo, Windows, Unix e Macintosh) para executar tais testes.
Nos códigos Java, muita das vezes somos obrigado a testar se o browser é Netscape ou IE, e qual sua versão, nos formulários os problemas estão nos botões e nos campos a serem digitados e com as tabelas, os problemas estão relacionados à apresentação, que foram programadas de uma forma e se apresentam de outra forma, sem contar que, se usarmos muitas tabelas aninhadas ou muitos arquivos de Inclusâo, o browser Netscape, leva muito tempo para apresentar a página, enquanto o seu rival, o Internet Explorer, faz a mesma carga de forma bem mais rápida.


DICAS DE HARDWARE - Drives de disquetes

Apesar de ter um funcionamento um pouco parecido com o de um disco rígido, um drive de disquetes é muito mais simples, muito mais primitivo até mesmo do que os jurássicos discos rígidos do início da década de 80. A mídia magnética de um disquete é composta de óxido de ferro, simplesmente ferrugem. É aplicada uma fina camada deste material sobre um disco feito de plástico mylar, o mesmo utilizado em fitas K-7, apenas um pouco mais espesso no caso dos disquetes.
Assim como nos discos rígidos, os disquetes são divididos em trilhas e setores. A diferença é que, enquanto um disco rígido possui geralmente mais de 2.000 trilhas, um disquete de 1,44 MB possui apenas 80 trilhas.

O número de setores também é menor, apenas 18 setores por trilha num disquete de 1,44, muito longe dos 200 ou 300 setores encontrados em cada trilha de um disco rígido. Como nos disquetes não é utilizado o recurso de Zoned Bit Recording, todas as trilhas possuem o mesmo número de
setores.

Falando em trilhas, uma curiosidade sobre os discos flexíveis, é que apenas uma pequena faixa do disco é usada para gravar dados. A densidade em um disquete de 1,44 é de 135 trilhas por polegada. Como temos apenas 80 trilhas, é aproveitada uma faixa de apenas 1,5 cm do disquete, que começa a partir da borda do disco.

A velocidade de rotação nos drives de disquete também é muitas vezes menor que a dos discos rígidos. Enquanto um HD topo de linha chega a ultrapassar 10.000 rotações por minuto, um drive
de 1,44 trabalha com apenas 300 rotações por minuto, ou seja, apenas 5 rotações por segundo.
Um dos motivos de ser utilizada uma velocidade de rotação tão baixa, é a fragilidade da mídia magnética dos disquetes, que fatalmente seria danificada durante a leitura e gravação de dados caso fossem utilizadas velocidades mais altas.

Enquanto nos discos rígidos utilizamos o atuador para controlar o movimento das cabaças de leitura, o que permite uma movimentação extremamente rápida, nos drives de disquetes é utilizado um antiquado motor de passo. Quando recebe uma carga elétrica, este motor dá um giro completo, giro que através de um sistema de engrenagens faz com que a cabeça de leitura se mova a distância correspondente a uma trilha.

Apesar do motor de passo funcionar bem, ele é muito lento, fazendo com que a cabeça de leitura demore cerca de 1/6 de segundo para se movimentar de um canto ao outro do disquete. Somando 160 milessegundos de tempo de busca, com mais 100 milessegundos de tempo de acesso (usando
o tempo médio de acesso, que corresponde à meia rotação) O tempo de acesso de um drive de disquetes fica em torno de 260 milessegundos, mais de 25 vezes mais lento do que um disco rígido razoável.

Ao contrário dos demais componentes do computador, o drive de disquetes pouco evoluiu nas últimas duas décadas, limitando-se a ter a capacidade dos discos ampliada de 360 KB para 1,44 MB e seu tamanho reduzido de 5,25 para 3,5 polegadas. Isso é muito pouco se considerarmos que a velocidade dos processadores, assim como a capacidade dos discos rígidos foram ampliadas em
mais de 1000 vezes neste período.

Apesar dos pesares, ainda hoje utilizamos disquetes, não devido a sua "alta tecnologia", mas simplesmente devido ao seu baixo custo, como meio de armazenamento e transporte de pequenos arquivos ou documentos.


DICAS DE SOFTWARE -Excel

Para calcular a raiz n de x, basta escrever a fórmula =x^(1/n), direto em qualquer célula, sendo
que n e x podem ser, além de números, referências a outras células.

Por exemplo: a raiz cúbica de 8 seria =8^(1/3), sendo que, se o 3 e o 8 estivessem nas células A1 e A2, respectivamente, seria =A2^(1/A1)

Uma observação importante: não se esqueça dos parênteses!

Para fazer um gráfico rápidamente, selecione normalmente as células desejadas da sua planilha e aperte a tecla de função F11. O seu gráfico ficará pronto imediatamente!

No Excel, você pode ver o efeito da tecla Scroll Lock: pressione-a (e seu indicador vai acender no teclado), clique numa célula no meio da planilha e ande com as setinhas do teclado para cima ou para baixo. Você vai ver que a tela vai "rodar" ao invés do cursor. Ele vai ficar na célula que você clicou, até ser "empurrado". Para voltar ao normal, basta pressionar Scroll Lock novamente.
Quer ir para uma determinada célula rapidamente? Clique sobre o endereço apontado na Caixa de Nomes - que no início da sessão aponta para A1 - escreva o endereço da célula desejada e tecle ENTER.

Quer dar nome a uma determinada faixa de células rapidamente? Selecione as células desejadas, clique sobre o endereço apontado na Caixa de Nomes, escreva no teclado o nome escolhido e tecle ENTER.

Quer renomear uma planilha rapidamente? Dê um duplo clique sobre a planilha que quer renomear,
na Guia de Planilhas (Plan1, Plan2, Plan3, etc.), ela vai ficar com uma tarja, então escreva no teclado o nome com o qual quer renomear a planilha e tecle ENTER.


VOCABULÁRIO - Os DVDs não são iguais

DVD - Sigla de Digital Versatile Disc ou Digital Video Disc. Tipo de CD-ROM que armazena no mínimo 4,7 GB de informações, o suficiente para um filme de longa-metragem normal. Uma das vantagens do DVD é sua compatibilidade com o CD-ROM. Isso significa que um leitor de DVD lê CDs comuns - musicais ou de dados. Os drives mais recentes de DVD também conseguem trabalhar com discos do tipo CD-R e CD-RW.

DVD-R - Assim como o CD-R, é um DVD que aceita uma única gravação. O resultado deve ser lido nos drives de DVD-ROM.

DVD+RW - Padrão para discos DVD regravavéis, desenvolvido pelas empresas Philips, Sony e Hewlett-Packard. Suporta 3 GB em cada lado. O DVD+RW compete (e é incompatível) com outro padrão, o DVD-RAM, criado pelo DVD Consortium. Este tem capacidade para 2,6 GB em cada face
do disco. O DVD+RW resultou de uma cisão no DVD Consortium. Em 1997, Sony, Philips e HP afastaram-se do grupo que estava ultimando o DVD-RAM e apresentaram o outro padrão. No consórcio ficaram companhias como Hitachi, Panasonic e Toshiba. Ainda não há volume substancial de vendas do DVD+RW.

DVD-R/W - Evolução do CD-RW capaz de armazenar até 3,95 GB. Desenvolvida pela Pioneer, grava discos que podem ser lidos pelos DVD-players e drives de DVD-ROM sem modificação. Os gravadores de DVD-R/W não se destinam a usuários finais, e sim a produtores de aplicações.

DVD-RAM - Veja DVD+RW.

DVD-ROM - O tipo de DVD mais comum, somente para leitura (veja DVD).

DVD-Video - Formato de vídeo apresentado em discos DVD-ROM. Trata-se do padrão usado nos filmes para DVD-Video players. Esse formato inclui um recurso de criptografia chamado Content.


RIA SE PUDER - O sonho

Havia um jovem que, na sua infância, tinha o desejo de se tornar
um grande escritor.
Quando lhe pediam para definir "grande", ele dizia:

"Quero escrever coisas que todo mundo venha a ler, coisas a que as pessoas
reajam num nível verdadeiramente emocional, que as façam gritar, chorar,
gemer, e lhes cause desespero e raiva!"..

Hoje, aquele jovem finalmente atingiu seus objetivos! Ele trabalha na
Microsoft escrevendo as mensagens de erro.....


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