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v.5 - n.6 - Setembro/2001
InfoMatrix Informática Ltda.

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ARTIGO: "Até que ponto vale a pena investir uma fortuna num diploma"
Por Daniela D'Ambrosio

odo mundo sabe: estudar é fundamental. Aprimorar a educação é o caminho para uma carreira promissora. Atualizar os conhecimentos profissionais é obrigatório para não ficar para trás no mercado de trabalho. Mas estamos aqui para encarar uma outra verdade: às vezes, paga-se um preço alto demais para empunhar um diploma, muito mais alto do que ele talvez realmente mereça. Na ansiedade de acumular títulos sem nenhum critério só porque alguém disse que é bom, por medo de ficar para trás, porque é moda ou porque... por que mesmo?, estudantes de todos os níveis (e também seus pais) abrem a carteira de olhos fechados. Sacrificam outras prioridades de suas vidas e pagam, sem dó, a salgada mensalidade de um curso, seja bom, nem tanto ou - desculpem-nos a franqueza - uma porcaria. Compram a ilusão de que qualquer canudo é lugar garantido no mercado de trabalho e um passaporte para uma carreira promissora. Nem sempre é assim.
A educação é crucial, vamos deixar bem claro, mas não é por isso que pode deixar de ser vista como um investimento. E que investimento. Um curso superior custa hoje entre 20 000 e 120 000 reais, dependendo da escola e da carreira. O mais cobiçado (e caro) dos títulos da atualidade, o MBA (Master in Business Administration), em tempos de dólar na casa dos 2,70 reais, alcança a proibitiva cifra de 486 000 reais numa escola americana de primeira linha, como Harvard ou Wharton. É grana suficiente para comprar um apartamento de quatro dormitórios em Copacabana, no Rio de Janeiro. E leve em consideração que são dois anos sem salário durante o curso.
Lógico que a qualidade do canudo faz uma enorme diferença e, se o candidato for realmente inteligente, disciplinado e demonstrar qualidades como liderança e senso de oportunidade, o retorno virá. Mas pode demorar até dez anos para chegar, segundo um simulador que calcula o retorno sobre o investimento dos MBAs elaborado pelo site da revista Business Week (http://www.businessweek.com/bschools). Há 15, 20 anos atrás, aparecer com um MBA estampado no currículo era uma raridade. Hoje, porém, é cada vez maior o número de brasileiros donos de um desses títulos.
Se nas escolas com excelência comprovada o retorno sobre o investimento já leva um bom tempo, investir no curso errado é um caminho quase certo de malversação de recursos. "O mercado está cheio de gente que enche o currículo de títulos sem nenhum critério", afirma Jane Assis, sócia da High Flyers, empresa carioca que identifica jovens com potencial de crescimento na carreira. "Eles acham que serão automaticamente considerados bons, mas na verdade estão jogando dinheiro fora."
Mesmo quando a instituição é acima de qualquer suspeita, é preciso saber o momento certo de cursá-la. Uma pós-graduação, um curso de extensão universitária e o MBA são recomendados para quem já galgou alguns passos na carreira, alguém que possa trocar experiências com os colegas de classe. "De nada adianta gastar uma fortuna em cursos e, numa entrevista, não saber contar nada além da vida no campus, não ter nada a dizer sobre a experiência profissional", diz Júlia Alonso, diretora da Passarelli Talentos, empresa de recolocação de jovens executivos.
Com as faculdades, a cautela deve ser a mesma. Em termos estatísticos, a cada semana uma nova escola superior particular é inaugurada no Estado de São Paulo. No Brasil, já são 1 200 instituições de ensino de terceiro grau e 8 800 cursos superiores, de acordo com o Ministério da Educação.
No último Provão, apenas 30% das faculdades avaliadas tiveram notas A e B. "As empresas sabem quem é quem no mercado educacional", afirma Conrado Schlochauer, sócio da SSJ, empresa de treinamento na área de negócios para recém-formados e jovens executivos.
Antes de fazer a matrícula numa faculdade, todo mundo deveria comparar o custo total do curso e o salário estimado para o início da carreira escolhida. A idéia é saber em quanto tempo o diploma se paga. Quem fizer as contas e suspeitar de uma roubada tem uma opção. Existem bons cursos de nível técnico, que tendem a ser cada vez mais valorizados no Brasil, como já acontece na Europa e nos Estados Unidos. Essa área evoluiu muito nos últimos anos. Hoje há cursos técnicos em praticamente toda área do conhecimento: design de interiores, hotelaria, gestão ambiental, terapias alternativas...
"Hoje muitos técnicos têm excelentes chances de brigar pelo mercado de trabalho", diz Francisco Aparecido Cordão, responsável pela assessoria técnica de educação do Senac, considerada uma
das mais tradicionais escolas técnicas do Brasil. A técnica em hemoterapia Silvia da Costa Silva, 28 anos, conta que duas semanas de estágio foram suficientes para que ela fosse efetivada no Hospital Israelita Albert Einstein, uma referência em hospitais da América Latina. Trabalhando no banco de sangue do hospital, ao lado de biomédicos com curso universitário, Silvia ganha cerca de
1 500 reais, mais do que muito bacharel em início de carreira. "Fiz uma pesquisa de mercado e logo vi que essa área seria promissora", diz Silvia, que pensa em fazer uma faculdade na área de saúde para continuar progredindo. "Mas sem pressa."
Os tempos são outros, você pode argumentar, e achar que já não é tão fácil alcançar esse status com o próprio negócio. Para quem pensa assim, uma opção é abrir uma franquia. As dez maiores franquias brasileiras exigem um investimento médio de 60 000 reais, cifra muito próxima à de um curso universitário e ainda 300 000 reais menos do que um MBA na London Business School.
Segundo o livro The Millionaire Mind, (A cabeça do milionário), sem edição em português, do Ph.D. Thomas Stanley, 32% dos milionários americanos são empresários e apenas 16% são executivos. (Os demais dividem-se entre advogados, engenheiros, arquitetos, médicos e aposentados.) Um ranking elaborado pelo autor sobre os fatores de sucesso mais comuns entre os milionários mostra que, nas primeiras posições, estão honestidade, disciplina, liderança, competitividade e disposição para o trabalho maior que a média. Freqüentar uma universidade de primeira linha aparece apenas em 23° lugar, e estar entre os melhores alunos da classe ocupa simplesmente o último posto da sua lista.
"Muita gente passa a vida cuidando dos negócios das outras pessoas e enriquecem apenas essa pessoa", diz o americano Robert Kyosaki no livro Pai Rico Pai Pobre - O que os Ricos Ensinam a Seus Filhos sobre Dinheiro. Segundo o livro, seu pai, que era instruído e inteligente, com Ph.D. e passagem pelas melhores escolas americanas, terminou pobre. E o que nunca concluiu o segundo grau aparece como o pai rico do amigo do autor. Vendendo essa idéia um tanto polêmica, o livro tornou-se um best-seller no Brasil com cerca de 27 000 cópias vendidas.
O que essas histórias ensinam? Que, sejam patrões, sejam empregados, o mercado de trabalho só acolhe mesmo pessoas criativas, capazes de liderar equipes e gerar resultados. São qualidades que podem ser desenvolvidas numa boa escola, mas o diploma por si só não transfere automaticamente esse perfil a alguém que não o possua. "Para se manter na empresa é preciso saber usar na prática o conhecimento adquirido", diz o headhunter Augusto Carneiro, diretor da Korn Ferry, multinacional de recolocação de executivos.
Portanto, antes de vender seu carro ou seu apartamento e acumular mais uma boa quantia para embarcar rumo a um MBA internacional e investir, em média, 300 000 reais entre curso, material, alimentação e hospedagem, é bom pensar duas, três vezes. Embora as escolas internacionais divulguem em seus sites salários anuais médios de 80 000 a 100 000 dólares, o que representaria entre 16 000 e 20 000 reais mensais, esses valores são incompatíveis com o mercado brasileiro. Segundo cinco grandes empresas de recrutamento, o salário de quem sai de um MBA internacional hoje pode oscilar entre 6 000 e 13 000 reais, conforme as características pessoais e a experiência de trabalho anterior ao curso. Ao avaliar o retorno sobre o investimento, ou seja, comparando-se o salário ganho após o diploma e o valor total gasto, agora pode ser um bom momento para considerar os MBAs brasileiros. Os bons, claro. A banalização da sigla no Brasil fez com que as empresas ficassem mais seletivas. De nada adianta fazer um daqueles cursos que passam a anos-luz da excelência de ensino das tradicionais instituições que formam mestres em gestão há décadas. Só serve mesmo se for de uma escola de primeira linha tanto aqui quanto fora. "Se for para gastar uma fortuna num MBA de fora não tão conhecido, é melhor fazer um bom MBA aqui", diz o headhunter Dárcio Crespi, sócio da multinacional de recrutamento Heidrick & Struggles. Uma grande vantagem é que dá para continuar trabalhando durante o curso, já que não exige período integral como os internacionais.


NOTÍCIAS - EUA temem que atentados dêem início à explosão do cyberterrorismo

Enquanto às atenções se voltam ao maior atentado terrorista da história, governo e empresas de segurança privada dos Estados Unidos temem a explosão do cyberterrorismo no mundo.
Estudos feitos pelo Pentágono na década de 90 sobre os riscos de um cyberataque mostraram que uma ação contra o sistema de computadores ou de comunicação poderia ser tão ou mais grave do que um ataque militar. Isso porque uma investida deste porte ameaçaria todo o sistema de abastecimento de água, energia e combustíveis, as estradas e os aeroportos - todos são operados eletronicamente e estão dispostos nas áreas centrais, consideradas vulneráveis.


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O QUE LER

Título: Pai Rico, Pai Pobre
Autor: Robert T. Kiyosaki
Comentários: O objetivo de "Pai Rico, Pai Pobre" é instruir os leitores a despertar o gênio financeiro em seus filhos, nesta época conturbada economicamente onde as regras mudaram e não existe
mais emprego certo para ninguém.
Preço: R$ 27,00
Onde Comprar:
http://www.livrariasaraiva.com.br/liv/home.htm


SOFTWARE - E-mail diretamente do Word

Se você tem instalados o Word e o Outlook Express (ou o Outlook), você pode enviar um documento por e-mail diretamente do processador de texto. Para isso, no Word 2000, acione Arquivo/Enviar Para/Destinatário da Mensagem. O programa exibe uma barra de ferramentas adicional, na qual você pode indicar assunto, destinatário e outros itens da mensagem. Depois, basta clicar no botão Enviar Uma Cópia. Para sair desse ambiente de e-mail, clique no botão Correio Eletrônico.


DICAS DE SEGURANÇA - Use o truque do Caps Lock na criação de senhas

Para reforçar sua senha, você pode criá-la usando combinações de letras maiúsculas e minúsculas, números e sinais de pontuação. Como os sistemas em geral são sensíveis a maiúsculas e minúsculas, a seqüência Nx234pQ& é diferente de NX234pq&. Uma forma de evitar que você mesmo se embaralhe é, por exemplo, usar sempre vogais em maiúsculas e consoantes em minúsculas. Esses truques tornam sua senha mais robusta, mas também têm seus problemas. Ao digitá-la, você precisa garantir a repetição exata dos caracteres. Acontece que muitas vezes o teclado nos prega peças. Se a tecla Caps Lock (trava-maiúsculas) estiver travada, por mais que você digite tudo certo, sua senha será impiedosamente recusada. Antes de começar a arrancar os cabelos, verifique, no teclado, se a luzinha de Caps Lock não está acesa.


DICAS DE HARDWARE - CDs virgens com defeito?

De repente seu gravador de CD começa a indicar que todas as mídias virgens estão defeituosas ("bad medium"). Você, é claro, não pode acreditar nisso. Esse problema acontece com gravadores de diferentes marcas. Não adianta colocar outro CD virgem, a mensagem vai continuar. A saída, mesmo, é reiniciar a máquina. Depois disso, tudo volta ao normal.


RIA SE PUDER

Viciado em Computador
Você percebe que está ficando muito tempo em frente ao computador quando uma mosca pousa
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