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Infomaníaco
v.6 - n.1 - Janeiro/2002
InfoMatrix Informática Ltda.
Para incluir alguma informação, sugestões, críticas
e elogios para os próximos números, mande-nos um e-mail:


ARTIGO - Em defesa da digitalização
de arquivos antigos
Steve Outing
Um dia, os estudiosos e consumidores poderão
usar a Internet em busca de artigos e reportagens publicadas ainda nos
anos 1700. Estamos presenciando os estágios iniciais das tentativas
dos grupos editoriais para digitalizar seus arquivos mais antigos -permitindo
que um usuário da Web recupere imediatamente uma reportagem do
século XIX, por exemplo- mas o avanço da tecnologia está
trazendo essa possibilidade cada dia mais perto.
A idéia de ter um único arquivo eletrônico e indexado
para todas as reportagens de uma publicação, remontando
a dezenas ou mesmo centenas de anos foi o sonho de muitos arquivistas
e bibliotecários por muitos anos. Mas quando uma tecnologia que
tome décadas de reportagens arquivadas em microfilme por uma publicação
e as digitalize e coloque na Internet, abertas a buscas, estiver disponível,
resta a questão de como transformar essa atividade em um negócio
lucrativo.
Não sai barato
No topo da escala, o "Chicago Tribune" tem em curso um projeto
multimilionário que digitalizará os arquivos do conteúdo
editorial do jornal, remontando a 1847. O trabalho de transformar os arquivos
de recortes e microfilmes do jornal em bits e bytes vem sendo realizando
em parceria com a Progressive Technology Federal Systems, de Bethesda,
Maryland.
O principal jornal da Tribune Co. está digitalizando seus arquivos
de recortes do começo do século a 1984 (O banco de dados
eletrônico de arquivos indexados do jornal começa em 1985.)
Para edições de jornais ainda mais antigas, remontando a
1849, a primeira página está sendo digitalizada e incluída
no arquivo eletrônico. Todos os obituários também
estão passando pelo mesmo processo; matérias importantes
que não estavam na primeira página e continuações
de reportagens iniciadas lá também farão parte do
arquivo.
De acordo com o bibliotecário chefe do "Chicago Tribune",
John Jansson, o projeto deve levar cerca de três anos para ser concluído,
depois do que ele espera que os arquivos digitalizados rapidamente comecem
a bancar seus custos e se transformem em uma fonte de lucros. Como primeiro
jornal importante a ter um arquivo independente completo e aberto a buscas
com um século e meio de edições, o serviço
que o "Chicago Tribune" pretende operar deve ser popular com
bibliotecas assinando esquemas de acesso regular. E os arquivos antigos
devem se mostrar populares com consumidores, estudiosos, pessoas cujo
hobby é história, estudantes, professores e aficcionados
da genealogia.
Novas tecnologias chegando
Diversas empresas estão trabalhando em tecnologia que melhoraria
o custo/benefício de digitalizar velhas publicações,
e de seus esforços pode surgir uma solução a preço
razoável. Um exemplo é a PaperOfRecord.com, empreendimento
que está decolando em Ottawa, Canadá, operado por uma empresa
chamada Cold North Wind.
De acordo com o fundador Bob Huggins, veterano do jornalismo canadense
e antigo diretor de circulação do "Globe & Mail",
sua empresa está começando a digitalizar (em formato .PDF)
as velhas páginas de 40 jornais norte-americanos, formando um banco
de dados que ele espera chegue a proporções descomunais
-20 a 30 terabytes.
O foco da empresa, que Huggins descreve como investimento de longo prazo,
é digitalizar simultaneamente os arquivos mais antigos dos jornais,
em formato .PDF, e desenvolver tecnologia para localizar documentos instantaneamente,
sem a necessidade de OCR e da conseqüente criação de
um índice possivelmente imperfeito. O truque, diz ele, é
eliminar o índice defeituoso e realizar buscas diretamente nas
páginas em formato .PDF. Sem dúvida é uma tarefa
difícil, mas a tecnologia .PDF que está sendo proposta pela
Adobe e seus parceiros vem avançando ao ponto de tornar esse tipo
de resultado possível dentro de alguns anos.
A Cold North Wind está atualmente à procura de um parceiro
-idealmente, uma empresa jornalística- disposta a oferecer novos
investimentos que permitam que avance no desenvolvimento de sua tecnologia.
Digitalizar documentos em papel evidentemente se tornou uma grande indústria.
Há muitos concorrentes disputando espaço, e numerosas companhias
dispostas a trabalhar com as editoras
de jornais e outros periódicos.
O conteúdo velho dará lucro?
Como discutido em uma coluna "Parem as Máquinas!" anterior
sobre arquivos gratuitos vs. pagos de jornais, o setor jornalístico
continua debatendo que modelo usado para colocar seus arquivos no mercado
-acesso gratuito ou preço baixo por artigo (ou esquema semelhante).
Há acordo geral quando ao valor potencial dos arquivos antigos
para os consumidores -estudantes, acadêmicos, genealogistas, historiadores
e usuários de bibliotecas. (Assinaturas para esses bancos de dados
por bibliotecas poderia ser uma importante fonte de receita.)
Hollman diz que não se tomou ainda nenhuma decisão quanto
ao modelo de negócios a ser adotado para os velhos arquivos do
"Augusta Chronicle", mas as possibilidades provavelmente se
reduzem a duas:
Cobrar assinatura de todos por acesso aos velhos arquivos (por exemplo,
US$ 5 por um passe de 24 horas para busca e download). Cobrar por artigo
não vai funcionar devido ao problema das matérias que começam
em uma página e terminam em outra, o que dificultaria cobrar por
reportagem no
caso de arquivos digitalizados.
Oferecer acesso gratuito aos assinantes do jornal em papel, como incentivo
adicional para atrair novos assinantes e como ferramenta para reter os
existentes, mas cobrar dos não assinantes.
Huggins concorda que a segunda forma é o modelo mais provável,
com as empresas oferecendo acesso a essas coleções de conteúdo
como parte de outros serviços pagos. Ele vê os velhos arquivos
como uma ótima ferramenta para atrair novas assinaturas ao jornal
e reter os assinantes existentes da edição em papel.
Os arquivos antigos provavelmente não farão milhões
de dólares do dia para a noite, mas devem se transformar em um
bom centro de lucros. Já que a maior parte dos arquivos de jornal
atuais
remonta a apenas alguns anos, eles hoje são úteis principalmente
para negócios e pesquisadores -
e é desses setores que a maioria da receita dos arquivos vem hoje
em dia. Com arquivos remontando a muitas décadas, o uso por uma
audiência de consumidores dispararia.
Hollman diz que seu jornal, o mais velho no sul dos Estados Unidos, recebe
muitas perguntas de pessoas que desejam informações sobre
a era da Guerra Civil. O arquivo online completo
remontando à década de 1780 seria altamente popular com
os aficcionados por história, e com as pessoas que têm por
hobby a genealogia, ambos os grupos sempre à procura de informações.
O diretor de serviços online da Morris Communications, Michael
Romaner, diz também que há bons motivos para que uma empresa
como a sua digitalize seus arquivos históricos. Os jornais da Morris
são médios ou pequenos em termos de tamanho e a maioria
deles não têm arquivos significativos (se os têm) -
de modo que os jornais não se beneficiaram desse tipo de receita.
O "Augusta Chronicle" mantém na Web um arquivo com todos
os seus artigos mais recentes, acessíveis gratuitamente aos usuários
online. Romaner espera começar a cobrar por eles quando a
digitalização do arquivo histórico for concluída,
ou adotar um modelo sob o qual os assinantes do jornal em papel ganhariam
acesso gratuito aos arquivos, enquanto outras pessoas pagariam.
Romaner diz, sobre o esforço de arquivos em profundidade: "Gosto
da idéia de fazer algumas coisas para apoiar nossas operações
em papel. Afinal, são elas que sustentam nossas operações
na Web, de muitas maneiras".
Uma nota cautelar
Jessica Friedman, uma advogada especializada em novas mídias e
propriedade intelectual de Nova York, lembra: "Tenham em mente esse
problema com respeito a artigos ainda protegidos por copyright - o que
incluiria arquivos publicados 75 anos atrás. Se tudo o que você
tinha quanto a esse conteúdo eram direitos de primeira publicação,
você não pode digitalizar o material". Mesmo que um
artigo (originalmente publicado como trabalho free-lance) possa ter 50
anos de idade (e portanto bem além do estatuto de limitações
quanto a violações de copyright), digitalizá-lo e
inclui-lo em um novo arquivo poderia constituir violação
de direitos autorais. Atenção, arquivistas.

NOTÍCIAS - Estados querem que juiz negue
pedido da MS
Nove Estados norte-americanos se opuseram a uma
proposta de acordo para o caso de monopólio da Microsoft e solicitaram
a um juiz federal que negue o pedido da empresa para o adiamento das audiências
das sanções alternativas.
A Microsoft pediu no início do mês um adiamento de quatro
meses para as audiências, dizendo que os Estados que se opõem
ao acordo queriam uma "expansão dramática" das
soluções possíveis.
Entretanto, os nove Estados disseram ao juiz Colleen Kollar-Kotelly que
a solicitação da Microsoft era apenas a reciclagem de um
pedido de adiamento feito anteriormente e negado.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e nove dos 18 Estados
envolvidos no caso concordaram com um acordo que iria, entre outras coisas,
exigir que a Microsoft tome medidas
para permitir que os fabricantes de computadores tenham mais liberdade
para usar softwares de empresas concorrentes em suas máquinas.
No cronograma atual, Kollar-Kotelly pretende fazer audiências a
partir de 11 de março. Mais ou menos na mesma época, haverá
audiências separadas para avaliar se o acordo é de interesse
público.

SITE COMENTADO
http://www.buscape.com.br
O Buscapé é um site de compras, mas se
você quiser só pesquisar, fique à vontade.
Lá os produtos são divididos por categorias (até
farmácia e tabacaria você encontra nele) e
existem links para lojas de departamentos, Livrarias e Cosméticos.
O "Confiometro", um dos seus diferenciais, funciona como indicador
de qualidade e do tipo de atendimento das lojas selecionadas
e a "Central de Desejos", muuuuuuuito legal, busca presentes
conforme as características do presenteado: sexo, idade, preço,
estilo e ocasião.
Vale a pena visitar!!

HOT SITES
ESTADÃO
http://www.estadao.com.br
RADAR UOL
http://www.radaruol.com.br
INFO ONLINE
http://www.uol.com.br/info/aberto/online
GLOBONEWS
http://globonews.globo.com

SOFTWARE - IE Security Update (Para corrigir as
três falhas do seu IE)
Licença: Freeware
Tamanho: 2,30 MB
Sistema Operacional: Windows
Fabricante: Microsoft
Lingua: Várias
Comentário: Nesse arquivo, a Microsoft incluiu correção
para três brechas feias no IE. A primeira permite a execução
de programas em máquinas de usuários que visitem uma página
web mal intencionada. A segunda permite que o operado do site leia, sem
modificar, qualquer arquivo no PC do visitante. A terceira refere-se à
caixa de diálogo exibida pelo IE mostrando o nome do arquivo antes
de iniciar uma transferência. O link de download levará você
à página em que terá de escolher o idioma de seu
navegador e a versão, se 5.5 ou 6.0, antes de baixar o remendo.

DICAS DE SEGURANÇA - Vírus Parte
I
O que são vírus de computador?
São programas desenvolvidos para alterar nociva e clandestinamente
softwares instalados em um computador. Eles têm comportamento semelhante
ao do vírus biológico: multiplicam-se, precisam
de um hospedeiro, esperam o momento certo para o ataque e tentam se esconder
para não ser exterminados.
Estão agrupados em famílias (boot, arquivo e programa),
com milhares de variantes.
Como os vírus de computador se propagam?
Os vírus de propagam por meio de disquetes e de arquivos compartilhados,
pelas redes corporativas, por arquivos anexados em mensagens de correio
eletrônico e pela Internet. A rede mundial é hoje a principal
via de propagação dos vírus - principalmente os de
macro e os chamados "cavalos de tróia"-, pois ela permite
que os usuários de computador façam download de vários
programas e arquivos de fontes nem sempre confiáveis.
Como os vírus são ativados?
Para ativar um vírus, é preciso rodar (executar) o programa
infectado. Quando você executa o código do programa infectado,
o código do vírus também é executado e tentará
infectar outros programas no mesmo computador e em outros computadores
conectados a ele por rede.

RIA SE PUDER - Os Dez Mandamentos do Preguiçoso
1 - Viva para descansar.
2 - Ame a sua cama, ela é o seu templo.
3 - Se vir alguém descansando, ajude-o.
4 - Descanse de dia para poder dormir à noite.
5 - O trabalho é sagrado, não toque nele.
6 - Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois
de amanhã.
7 - Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito, deixe
que outra pessoa faça.
8 - Calma, nunca ninguém morreu por descansar.
9 - Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passe.
10 - Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe
o seu para os doentes.

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