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Infomaníaco

v.6 - n.6 - Julho/2002

InfoMatrix Informática Ltda.

Para incluir alguma informação, sugestões, críticas e elogios para os próximos números, mande-nos um e-mail:


ARTIGO - Gestão de Conhecimento em PMEs e Micro-empresas
por Carlos Herreros de las Cuevas
Tradução por Ana Neves

Este documento apresenta o ponto de vista do autor sobre a criação e gestão de conhecimento
nas PMEs.

Introdução
O conceito de "gestão de conhecimento" está na moda. Na realidade, todas as empresas precisam utilizá-lo. E fazem-no. Que empresário ignora a necessidade de ele mesmo e dos seus empregados aprenderem e se desenvolverem continuamente para serem mais eficazes, melhorarem
o atendimento aos clientes, reduzirem custos, e inovar? Em resumo, para serem mais competitivos?
Não é necessário convencer ninguém de que as verdadeiras vantagens competitivas resultam cada vez mais dos intangíveis e cada vez menos dos elementos tangíveis - maquinaria, equipamento de produção, instalações, etc.. Tudo isto se pode comprar. Contudo, não existem mercados onde se possa adquirir conhecimento, procedimentos, e formas para melhorar o atendimento a clientes, para melhorar o relacionamento com os fornecedores-chave da empresa porque sendo seus clientes esperamos deles pelo menos o mesmo tratamento que queremos dar aos nossos, para melhorar os processos internos porque a nossa experiência nos diz que as mesmas equipes, máquinas e meios podem ser mais ou menos rentáveis de acordo com as pessoas que os utilizam, e porque estamos convencidos que apenas uma constante inovação nos permitirá permanecer no mercado.
O ambiente em que as empresas operam e os seus ativos mudaram substancialmente. Os mais valiosos e produtivos não aparecem na folha de balanço e as ferramentas tradicionais não nos permitem saber que influência têm nos nossos resultados.
Os indicadores financeiros não são suficientes porque não nos informam se estamos a aumentar as nossas vantagens competitivas, e se estamos a melhorar o nosso relacionamento com clientes e fornecedores. Mas, são insuficientes sobretudo porque a contabilidade e as finanças falam-nos do passado mas não nos dizem nada sobre o presente e muito menos sobre o futuro. Gerir as pequenas e médias empresas com base na contabilidade é como conduzir olhando pelo retrovisor.
Conscientes desta lacuna, dois conhecidos professores norte-americanos, Kaplan e Norton, criaram o Balanced Scorecard. Esta ferramenta propõe que as empresas pensem, analisem e avaliem quatro perspectivas:
- a perspectiva financeira. Os números, os registros, e as contas de ganhos e perdas;
- a perspectiva do cliente. Pensar e identificar os tipos de clientes e de mercados, avaliando a sua rentabilidade, fidelidade, custos de aquisição e forma de os manter;
- a perspectiva dos processos. Procura identificar os processos internos que trazem valor ao cliente. Claro que alguns destes processos não contribuem para maximizar a satisfação do cliente, mas teremos de questionar a sua necessidade e o seu custo;
- a perspectiva de aprendizagem e crescimento. Um dos pilares mais importantes no qual se baseiam as quatro perspectivas anteriores, consiste na capacidade das empresas e de quem lá trabalha para aprender e crescer continuamente. Se, geralmente, a aprendizagem não se pode separar do trabalho, nas PMEs não há aprendizagem sem trabalho nem trabalho sem aprendizagem. São ambos a mesma coisa.
O êxito de qualquer empresa, grande, pequena ou média, depende, em última análise, da sua capacidade para satisfazer as necessidades e expectativas de quem lá trabalha e de quem com ela se relaciona (fornecedores, clientes, a sociedade ou comunidade em que opera, etc.).

O Balanced Scorecard como ferramenta
Neste documento apresentamos o nosso ponto de vista sobre a criação e gestão de conhecimento nas PMEs.
Em qualquer tipo de empresa ou organização, concebe-se o conhecimento como o conjunto de capacidades que proporcionam aos acionistas um melhor desempenho, cujos resultados sejam a melhoria dos resultados financeiros e não-financeiros a longo e médio prazo, e a melhoria das relações entre todos os acionistas e entre estes e a empresa. Em resumo, o desenvolvimento, crescimento e sobrevivência desta última.
Qualquer programa de trabalho com PMEs deve ter muito cuidado com a linguagem. Se assim não for, o mais provável é que o empresário ouça a expressão "gurus" e conclua: "está tudo muito bem, mas não posso aplicar". Não quer dizer que exista uma linguagem para "prontos" e para "atrasados". Apenas significa que o vocabulário que se utiliza está estreitamente vinculado às pessoas e às tecnologias disponíveis nas empresas. Por exemplo, se em sessões de trabalho ou seminários usarmos termos como SAP ou WAP, citarmos gurus como Porter ou Hamel, nos propusermos trepar encostas íngremes ("temos que ajudar o nosso departamento de I&D"), a tecnologia que usamos distancia-nos do empresário e transmitimos-lhe um certo pessimismo: "Tudo isto está muito bem mas, como sempre, não o posso aplicar à minha empresa, porque não tenho meios. Estou condenada a continuar uma pequena e média empresa."
Tendo isto em conta, estamos convencidos de que qualquer programa de formação em gestão de conhecimento para PMEs deve começar por oferecer ferramentas simples, valiosas e escaláveis,
isto é, ferramentas que se possam usar com maior ou menor amplitude e complexidade porque, embora todas sejam PMEs, este conceito inclui pequenos escritórios, trabalhadores autônomos e empresas com rendimentos de dezenas de milhões de Euros. Depois da implementação destas ferramentas, o programa pode avançar, desenvolvendo os conceitos estratégicos e organizacionais que justificam a sua aplicação, e calibrando os componentes da ferramenta.
O balanced scorecard é uma ferramenta que ajuda empresários e gestores a articular os seus objetivos (geralmente baseados nos seus valores e expectativas) e também a medi-los para os comparar e comunicar a quem com eles trabalha. Mas a questão da comunicação não é tão importante nas PMEs (todos se vêem e se comunicam formal ou, sobretudo, informalmente). O que
é verdadeiramente importante é que o empresário/a administração pense e formule a visão estratégia, e a comunique aos trabalhadores e restantes acionistas.
Para que o balanced scorecard não permaneça uma simples "tabela de comando", as medições têm de estar alinhadas ao propósito e aos objetivos da empresa, através de relações causa-efeito que no nosso método se estabelecem através dos ciclos causais da dinâmica de sistemas popularizada por Peter Senge nos seus livros "The Fifth Discipline" e "The Fifth Discipline Fieldbook".
Nota: Por accionistas entendem-se todas as partes interessadas de uma empresa.

Referências do texto:
- Senge, P. The Fifth Discipline: The Art and Practice of the Learning Organization. Currency Doubleday, USA, 1990. Amazon (USA / UK)
- Senge et al. The Fifth Discipline Fieldbook: Strategies and Tools for Building a Learning Organization. Doubleday, USA, 1994. Amazon (USA / UK)
- Para mais informação sobre o Balanced Scorecard visite o site da Balanced Scorecard Organisation.
- Para mais informação sobre gestão do conhecimento visite o site http://www.gestiondelconocimiento.com/


NOTÍCIA - Experiências bem sucedidas com projetos acadêmicos confirmam a força da iniciativa empreendedora

Em fase de conclusão do MBA na Insead, o tradicional centro de pós-graduação em Administração, Paul Chandler e Thor Gudmundsson estavam estudando novos negócios em Paris e se deparavam freqüentemente com as reclamações de ingleses moradores da cidade de que lá não havia lugar para beber uma boa cerveja. Os estudantes resolveram transformar seu projeto acadêmico em realidade e criaram um autêntico "pub" inglês em Paris, o Frog and Rosbif. A idéia deu certo, prosperou e hoje os empresários vão inaugurar sua sétima casa (pertencente à rede Frog Pubs), com planos de abrir mais duas, tornando-se, eles próprios, objeto de estudo de professores da Insead. Os professores Randel Carlock, Elizabeth Florent-Treacy e Laurence Amand-Jules vêm usando a evolução bem sucedida dos alunos para mostrar como se abre e se desenvolve uma empresa na vida real.

As universidades fazem bem em ensinar empreendedorismo e em incentivar a passagem de projetos teóricos para a vida real. Num mundo que busca uma flexibilização cada vez maior nas relações de trabalho, em que boa parte da população terá de se dirigir, cada vez mais, para a livre iniciativa ou para os empregos autônomos, é fundamental que instituições de ensino abandonem urgente o paradigma de que somente preparando profissionais para ocuparem cargos em organizações já existentes é suficiente para o mercado crescer. Essa mudança requer uma transformação geral nos currículos.

Entretanto, o que se vê hoje é uma preocupação crescente das faculdades de Administração no Brasil em prepararem as pessoas exclusivamente para a ocupação de cargos em grandes companhias ao invés de mesclarem seu ensino com um estudo voltado à formação de genuínos empreendedores. Talvez este seja o momento de rever os currículos acadêmicos e a mentalidade
de grandes executivos. O mesmo se dá com os jovens em busca de crescimento. Dedicar suas carreiras às atividades empreendedoras pode ser tão promissor - às vezes, até mais seguro - quanto se preparar aos empregos já existentes. Além de ser no início da vida o melhor período
para arriscar, a economia brasileira também pode sentir sinais de avanço!


SITE COMENTADO
http://www.metropla.net/
Um site de metrôs do mundo todo, ele está em inglês, espanhol e alemão.
É super interessante porque além de trazer o mapa de todas as linhas do local escolhido, por exemplo: América/São Paulo, ele ainda traz uma pequena descrição desta cidade (localização, número de habitantes, etc) . Além de descrever a trajetória das linhas, a data da sua construção
e em alguns casos conta a história da sua construção. Traz também os projetos de novas linhas nestas localidades, entre outras coisas que você deve descobrir sozinho(a).
Um ponto negativo do site é a lentidão, pois ele demora um pouquinho para carregar. Mas depois disto é só se deliciar com seus planos de viagem, principalmente o europeu, que cobre quase todo
o território e é bem mais emocionante que os frios aviões, sem falar na economia.
Boa navegação!!!


CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO (Lato sensu) em :

"GERÊNCIA DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO"

Departamento de Ciências da Informação
Centro de Educação, Comunicação e Artes
Universidade Estadual de Londrina

Carga Horária: 375 hs. - 25 créditos/2 períodos letivos
Aulas aos sábados, das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00
Número de vagas: máximo: 30 mínimo: 15
Período de inscrição: de 24 de junho até 05 de julho de 2002
Período de seleção: de 08 à 19 de julho de 2002
Aulas: início - 24 de agosto de 2002; término: 02 de agosto de 2003
Valor: 12 de parcelas de R$ 158,00.

Disciplinas/Docentes:
1. Sistemas/Unidades de Informação e suas Estratégias Profa. Ms. Julce Mary Cornelsen
2. Estabelecimento de Diretrizes para Unidades de Informação Profa. Ms. Nádina M. Moreno
3. Redes de Informação Profa. Dra. Marta Lígia Pomim Valentim
4. Gestão da Automação em Unidades de Informação Profa. Ms. Maria Elisabete Catarino Metodologias e Práticas de Pesquisa em Ciência da Informação Profa. Ms. Linete Bartalo
5. Informação e Inteligência Competitiva nas Organizações Profa. Dra. Marta Lígia Pomim Valentim
6. Gerenciamento Eletrônico de Documentos Prof. Ms Rogério Paulo Muller Fernandes
7. Informação, Mediação e Sociedade Prof. Dr. Oswaldo Francisco de Almeida Júnior Gestão da Qualidade em Unidades e Serviços de Informação Profa. Ms. Ivone Guerreiro Di Chiara

Informações adicionais: Secretaria de Pós-Graduação do CECA e-mail; spgceca@uel.br homepage: http://www.uel.br/ceca/spg fone: (43) 371.4665


O QUE LER
Título: Não Aborde seu Chefe no Banheiro
Autor: Max Gehringer
Valor: de R$ 33,00 por R$ 28,90
Editora: Campus
Comentário: O autor reúne, neste segundo livro, várias crônicas publicadas nas Revistas Exame e Você S.A. Entre elas, O gerente híbrido, O Bonzinho, O pequeno ditador, O executivo do outro mundo, Talento não tem idade, Sorte de quem não acredita em sorte, A arte da incompetência, Os claros que me perdem, mas obscurecer é fundamental.
Max Gehringer, autor de Comédia Corporativa, tem uma longa e bem-sucedida carreira executiva no Brasil e no exterior, tendo passado pela presidência de grandes empresas. Com sua visão bem-humorada do mundo corporativo, Max diverte milhares de leitores de sua coluna, da revista Exame.
Aonde comprar - http://www.livrariasaraiva.com.br


RIA SE PUDER - As Piores Coisas para se Dizer para um Policial de Trânsito

"Por favor, segure minha cerveja para que eu possa pegar a carteira."

"Desculpe, guarda, eu não tinha percebido que meu detector de radar não estava ligado."

"Parabéns, você devia estar a pelo menos 150 km/h para ter me alcançado!"

"É verdade que os policiais escolhem esta carreira porque são muito burros para trabalhar no Mc Donald's?"

"Bem, eu me abaixei para pegar meu papelote de crack, minha arma caiu da bainha e ficou entre o pedal do freio e o do gás, por isso perdi o controle do carro."

"Ei, isto é uma 9 mm? Não é nada, comparada com esta magnum 44."

"Não, eu não sei a que velocidade estava. O ponteiro do velocímetro só vai até 240."

"Esta carteira está vencida? Espere aí, eu vou pegar a outra que eu tenho..."


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